a serotonina ou o raio que o parta na depressão pós climáctica

- dizeis-me pois que após o coito te odeias..
- não direi propriamente que me odeio, mas certamente odeio as minhas decisões, nomeadamente ter praticado o coito contigo.
- que desagradável, apenas comigo isso acontece milord?
- não, certamente que não. acontece-me com qualquer espécime com quem o pratique. inclusivamente comigo próprio. parece-me uma possidónia perda de tempo.
- dirás então que é uma decisão errada, o sexo?
- não posso dizê-lo antes de o praticar, já que antes do orgasmo não formulo este raciocínio de todo. pelo contrário apenas sinto que preciso de vir-me para o mundo ficar equilibrado. só nos 5 minutos seguintes a total independência do indivíduo me é clara como água gaseificada (provavelmente por isso lhe chamam período refractário). depois volta tudo ao normal, a carência, a subordinação, a objectivação, as mamas.
- as mamas voltam ao normal?
- enfim, a maioria delas.

média europeia

- mamas?
- sim, tamo.

levantei-me e saltei na cama em demonstração de vitória, todo nu, a pila a abanar. ela ria-se, tentava agarrar-me a pila e chamava-me puto, mas acabou por se levantar também e saltar comigo, perdida de riso, as mamas a saltar com ela, nua e sem vergonha. agarrou-me e tentou fixar-me, beijou-me, mordia-me os lábios e fazia barulhos salivados.

- não te vás embora..
- tenho que ir.
- fica cá hoje.
- não posso.
- fica.
- não.

a televisão e o candeeiro iluminavam a sala ao lado. o quarto onde estávamos era iluminado pelo candeeiro de rua. a sala era do tamanho do meu quarto de criança e o quarto era do tamanho de uma casa de banho normal. o candeeiro parecia uma lanterna e a televisão parecia um telemóvel. tudo era à escala dela. menos eu.

- és tão grande.
- não sou nada, estou na média europeia.
- então eu é que sou pequena. às vezes sinto-me uma criança ao pé de ti.
- não digas isso que me excitas! - agarrei-a, virei-a de costas e simulei uma canzana de pé contra a parede.
- ahahah, que porco! larga-me, tarado!

a luta simulada dela pela liberdade era-me desconfortável, dava-me a impressão de perda de tempo. era a prazo, o relógio não parava. o prazo deprimia-me, o rabo dela excitava-me, tão bom. sou tão incapaz. não controlo o meu próprio corpo. deitei-a, deitei-me em cima dela. mas ela estava sem cara de sexo, com cara de caso. saí e deitei-me de lado a mexer-lhe nas costas. esperei que ela falasse.

- quando é que te vais embora?
- agora.
- não... quando é que vais para lá?
- ah... na 4a. não esta, na outra.
- quem é que me vai proteger?
- não sei... a polícia de choque... ou o teu namorado...

o silêncio cobriu o quarto como a morte de um caso e de um país. ela infeliz, eu culpado. envergonhado por abandonar tudo e por não ter resposta para nada, estar a deixar-me levar por decisões de outro tempo e estado de espírito. ela sabia que era inevitável. eu sabia que era mais grave que isso, que era apenas uma fuga disfarçada de resolução. podia decidir ficar e lutar por alguma coisa, decidir-me pelo que lutar, decidir-me. o silêncio, foda-se! a televisão cheia de cor, a casa dos segredos, a vanessa e o nuno comiam-se. o cu da petra mostrava-se, tão bom. distraí-me sem som.

- posso ir contigo?
- podes! claro, já te disse que sim.
- claro que não posso. a minha mãe, o joão. não posso.
- o joão? não o largavas para vir comigo?

o silêncio e a expressão irritada por ter que ouvir perguntas parvas. levantei-me para me vestir, não porque achasse que ela devesse largá-lo, mas para tentar andar mais depressa que o silêncio dela e mostrar que não esperava resposta. obviamente funcionou ao contrário.

- não fiques chateado.
- não fico chateado, honestamente. tenho é que ir embora.
- vá lá, eu amo-te, tu sabes isso! não me peças provas de amor!
- eu sei - abracei-a com as calças ainda a meio das pernas, como um pinguim. o toque na pele dela corrigia-me os preconceitos de verbalização das coisas certas - eu também te amo, não preciso que largues ninguém. não temos 20 anos.
- fica cá hoje - os olhos aguaram.
- não posso.
- fica...

quando voltar já isto desmoronou tudo.

a dúvida

- olá!

- oi, então? - Júlio pousou as chaves na mesa da entrada, tirou o sobretudo ensopado, os sapatos alguidar - bela merda... - disse de braços abertos olhando para as calças que colavam às pernas, depois esfregou o cabelo vigorosamente para enaltecer a molha, como um cão de água sacudindo-se. olhou para ela e sorriu-se, passou-lhe a mão na cabeça como a uma criança, e deixou-a no meio do caminho, fã abismada.

- não é melhor tirares as calças também?

não lhe respondeu. fechou-se no quarto uns minutos e voltou já com umas calças secas e uma camisola de lã escura que lhe completava o círculo aberto das suíças. sentou-se no sofá em frente ao telejornal e soltou um longo suspiro de pessoa importante. olhou para ela, forçou o sorriso, depois sorriu sozinho por ter forçado o sorriso. Sofia seguia-lhe os movimentos como um perdigueiro. não estava bem. ela, isto é. não estava bem há muito tempo, mas um não estar bem que se aproximou sem se assumir, como as depressões pesadas. teve início quando ele deixou de se queixar de tudo e se tornou num marido não exemplar mas de bom humor, definitivamente um bom humor cínico, que mudara o ponto de equilíbrio das coisas todas.

numa festa conversavam separadamente. ela cão pastor, ele jacarandá. ela observava-o ao longe em conversa animada com uma gaja de saia por quem os homens ajavardavam em conivência de género mas baixavam a bola presencialmente, fera. o interlocutor de Sofia, um rapaz de óculos extremamente cultos, já tinha percebido que estava a falar sozinho, mas continuava a sorrir socializante, como lera num livro. Sofia fartou-se.
- vou buscar mais uma marguerita, queres alguma coisa?
- ah nããão,  hehe, obrigado, já bebi duas - dizia enquanto se calava.

este amputado social fazia-a lembrar os tempos de universidade, os primeiros  jantares de turma. já no segundo ano o Júlio que veio de bicicleta para um jantar, deixou-as a todas arqueadas e sem guarda. tinha estilo o cabrão, bem vestido, cachecol de meados do século, sentado no seu brooks, honey. no restaurante fez logo à porta amizade com o pintarolas que angariava clientes e que lhe guardou solícito a bicicleta durante o jantar. Júlio tinha o dom social da palavra e do protagonismo. agora Sofia vivia entre a nostalgia da admiração pueril que sentira por este bon vivant intelectual que demorou a domar, com um estilo de vida a que não voltava por orgulho (women can't go back in lifestyle), e o sentimento de possuir a pessoa que vive consigo e que foi revelando imperfeições recorrentes e incorrigíveis. "já não o amo, não consigo" não encontrava forças para reinventar a sua perspectiva do homem que tinha. não, nem entendia porque tinha que o fazer. esse processo não a excitava. a razão da relação eram agora os pequenos nadas circunstanciais. na verdade os sentimentos recentes eram ciúme puro, sem qualquer sentimento nobre associado, ciúmes da independência do outro. mas cresceram ao ponto paradoxal de não entender o patamar anterior, o da libertação quase consumada. como se as antigas paralelas pudessem simultaneamente divergir e convergir ao mesmo tempo.

- já conhecias aquela miúda?
- quem, a Bárbara? sim, é uma amiga do Estêvão.
- ah conhecias? há muito tempo?
- sim, antes de estar contigo.
- conheceste quando estavas solteiro?
- hmm sim.. por acaso sim.
- e tiveste alguma coisa com ela?
- não.
nunca diria que sim. mas dizendo que não, lançava na mesa a alta probabilidade de estar apenas a tentar esconder uma proximidade adquirida e nesse caso uma intenção futura.
- estás a pensar ter?
- epá, olha, ainda há rolo de carne de ontem? estou com fome.
desprezada depois de dar parte fraca bateu com a porta, ele ignorou também isso. era óbvio que a vida agora era cínica.

se dele deixara de haver intransigências diárias, as poucas que havia eram agora levadas até ao fim, diplomáticas, indiferentes ao choro dela a que acudia esporadicamente enfastiado, como aos filhos em idade de ouvir nãos. passou também ele a ignorar perguntas descabidas, deixou de responder que não, não seria assim, mesmo quando não seria. deixava-a na dúvida quando ao resultado da sondagem que acabara de acontecer. dúbio, sempre. para a Sofia a verdade tem que ser aquilo que ela conhece. o controlo dos acontecimentos é determinante para a paz de espírito. que é como quem diz, o controlo das pessoas.

- estás chateado comigo?
- eu? tenho lá razões para isso minha querida? - não tirava os olhos do forno, lá dentro a carne assava a 220 graus, cá fora petiscava-se insegurança com endívias, um canapé que não ficou admirável - estou a brincar oh baby! não estou nada chateado, porque dizes isso?
- por nada, estou a precisar de um abraço - e roubou-lhe um abraço forte, encostando-se de braços ao peito contra o peito dele. o abraço foi paternal mas curto. Sofia viu-o voltar distante para o seu forno, deixou-o a custo na cozinha. um nó no peito disse-lhe "está tudo bem agora, podes ir". foi descansada. voltou a aparecer à porta:

- hã?
- hmm?
- disseste alguma coisa?
- não.

amigos outra vez

porque é que fizeste isto? pensei.

- porque é que fizeste isto? - perguntou-me ela.
- hhmm? isto o quê?
- porque é que fizemos isto, não tínhamos necessidade. estava tudo bem entre nós, demorou a chegarmos até onde estávamos e agora merda. acho que não devíamos ter feito isto. parece que só descansaste quando me saltaste para cima outra vez.
- bem, já estamos outra vez a discutir na cama, não tinhas saudades?

não sei se não devíamos ter feito aquilo. qual é o problema? não vejo qualquer problema. só não sei porque o fiz. intriga-me. demorou de facto a chegar ali, ao ponto zero do amor, ao ponto máximo da amizade (estou a pensar bem?), mas depois de tudo novamente a zeros parecia-me que havia um vazio para preencher (e ui se havia!). aqueles momentos antecedentes foram a minha tábula rasa, adoro, os jogos todos toda outra vez. porque não? se és minha amiga, o que há a perder? sexo sem responsabilidade, livre, disponível! a última vez que tivemos sexo éramos marido e mulher, empregado e patrão, vizinhos, compatriotas, colegas de turno, companheiros de cela. agora somos amigos, foda-se, que tesão.

- não te queria perder Zé. e agora, merda!
- mas porque é que me vais perder? estou aqui!
- não devíamos mesmo ter feito isto. estragámos tudo. não consigo ser tua amiga assim.

perder Judas

houve agora algum tempo e conjuntura para pensar num amigo perdido, conjuntura formada pelas férias e por um vazio profundo de determinados interesses e opiniões comuns, que ele preenchia sem esforço, e que eu desconsiderava sem consciência, pensando que este tipo de relações era inevitável, que acabávamos por nos fazer rodear de pessoas que nos faziam sentir assim, que era isso a que chamávamos amigos. mas não, os amigos são outra coisa, possivelmente mas não necessariamente coincidente.

tenho pensado, porque me é querido e custoso, no anormal caso de um gajo culto, competente, giro, genial, jovial, justo, o Judas, que vive sozinho, despojado de mulheres e amigos. vive, não habita, vive sozinho, não por opção consciente mas por ser um filho da puta, sem maldade intrínseca, mas o mais puro filho da puta, se é que existe alguma universalidade nesse conceito. na verdade não vive despojado de mulheres. na verdade, as mulheres são a única coisa que lhe resta. e são muitas. são centenas, talvez milhares, se manteve o ritmo desde a última vez que fomos amigos. mas nenhuma é a sua mulher.

o Judas perdeu-se depois de uma experiência falhada em viver com a nossa amiga Madalena, seu amor platónico nos anos universitários, depois de explodir entre eles uma paixão assolapada de que me envergonha falar, porque sinto que dei por ela demasiado tarde e que fui empata-fodas durante demasiado tempo. aliás, desconfio que nem cheguei bem a ser empata-fodas, o que me parece pior, porque foi na mais completa ignorância que o não fui.

enfim, acabaram mal. nenhum deles queria perder o outro, mas nenhum quis permitir que fosse o outro a pôr um ponto final naquele martírio matrimónio. ficaram os dois na merda e orgulhavam-se imenso de terem sido eles (cada um deles, isoladamente) a decidir o fim da relação. discutiram bastante em público nos anos seguintes, até que deixaram de se comunicar a não ser para enviar mensagens anuais de parabéns. hoje já até dos ânus um do outro se esqueceram.

soube também demasiado tarde a história dele com amigos e mulheres. um grande amigo seu que conheci bêbado, foi um monte de merda, perseguiu sem piedade uma ex-namorada do Judas, ainda fresquinha, por uma antiga paixão clandestina inexplicável (que lhe toldava o raciocínio e a moral, o que é comum). esta ex-namorada, abandonada de surpresa, sedenta de vingar-se do Judas com sangue, entregou-se como virgem devota ao amigo que antes desprezava, entregou o inentregável, filmou e enviou-lhe por email. este episódio ficou forçosamente gravado na memória e na personalidade do Judas, que me confessou ter ficado viciado no vídeo, tendo ritualizado durante aproximadamente dois anos uma visualização diária antes de se deitar, a maioria das vezes com um copo de whisky numa mão e a outra dentro das cuecas, apesar de com o amigo ter cortado relações e os 4 pneus, estes também de forma ritualizada.

a este episódio colou-se a apaixonada relação com a Madalena e o novelesco fim da relação com a Madalena, nunca mais conseguiu ter uma relação que lhe interessasse. teve várias, todas coxas à partida, todas impossíveis, experimentou tudo o que pudesse soar a imoralidade, adultério, clientes, chefes, triângulos amorosos, primas, praticamente experimentou a pedofilia. quando os amigos ultrapassavam o choque ou o choque deixava de ser o tema nuclear, perdia o interesse, rompia tudo, partia para a próxima barbaridade. confrontei-o com esse fascínio, com essa procura pelo impossível e o bárbaro, e disse que achava que esse conceito era galopante e que tendia para o abismo, mas não me lembro da resposta dele porque infelizmente estava completamente bêbado. resta-me no telemóvel uma estranha gravação em vídeo dessa conversa, debaixo de música dos santos populares, já na parte em que ele diz que está na hora de ir para casa. a única memória material que tenho da sua voz.

fui uma vez de férias com ele, sem destino traçado, apenas uma direcção genérica e o prazo francamente elástico que o emprego precário permite. era o início do verão, o sal e a confiança queimavam a pele de tal forma que apenas tínhamos que entrar no spot da moda para garantir indígenas deslumbradas e imprevisíveis ofertas de bebidas saloias de sílabas básicas. imprevisíveis porque estávamos concentrados em conversar e antes que reparássemos na fauna local, já estávamos na base da cadeia alimentar, precisamente porque estávamos indiferentes ao ecossistema. éramos verdadeiramente interessados em estar um com o outro, o pretexto da viagem servia para compensar os meses que passávamos sem nos falar em exclusivo. as horas de conversa que necessitam duas pessoas viciadas no argumento um do outro e que se gostam e que se entendem, são sempre insuficientes quando no fim do dia e da noite há casas diferentes onde regressar.

no regresso a Lisboa e a casa ele começou a andar com a minha ex-namorada.

perdoei-o, era este o poder argumentativo do Judas, depois de discussões intermináveis e de algum tempo de nojo. fizemos até uns programas a 4, e quando tudo estava bem, quando lhes abençoei a relação (e aqui admito o meu demérito, deve ser irritante receber a bênção paternalista do ex-namorado), ele terminou-a. já não chocava, já não interessava, decidiu vingar-se do meu paternalismo com esta humilhação da minha memória viva, ver a Sofia enxovalhada e a chorar por ele. um cabrão. ainda assim voltámos a ser amigos.

o culminar conhecido das suas experiências, do seu controverso conceito de amor, foi logo de seguida, viver com a mulher do seu melhor amigo do atelier, ao lado de quem trabalhava diariamente no Carrilho, com quem fazia directas, com quem bebia copos e festejava entregas bem sucedidas e primeiros prémios em concursos internacionais, de quem ouviu as mágoas em álcool e lágrimas quando a mulher pediu o divórcio ao fim de uma semana sem vir dormir a casa, por estar apaixonada por um desconhecido. viveu com ela o tempo suficiente para todos os amigos saberem disto, e os cornos do ignóbil ex-marido e amigo terem adquirido proporção mitológica. eu via este encornado como uma daquelas pessoas que têm um papel colado nas costas onde se lê "dá-me um chuto no cu", tinha uma pena profunda dele e ao mesmo tempo irritava-me tamanha cegueira e euforia bipolar pós divórcio, ele, bêbado, abraçado a um Judas desconfortavelmente sóbrio, a confessar-me "este gajo aqui é um senhor, um amigo, um arquitecto!". depois o Judas fartou-se da farsa e encornou-a, deixou-a em lágrimas e álcool.

tenho pensado então. creio que o vício de iniciar amores clandestinos o ajuda nas decisões de abandonar relações que ainda vão no adro. inicia-as sempre com grandes projecções de futuro, em que ele próprio não acredita. acabou por assumir o seu gosto por esses momentos de planeamento do presente disfarçados de projectos de vida. esse vício ajuda-o também a relativizar a moral, e ajuda-o a encontrar e esgrimir com confiança argumentos para explicar traições injustificáveis, mas essa confiança é a fórmula do seu sucesso argumentativo, não o raciocínio subjacente. é a confiança fraternal com que nos diz "eu sei, eu sei, tens toda a razão, é uma filha da putice, no teu lugar eu estaria todo fodido. mas tens que compreender que" tenho que compreender que ele não está no meu lugar.

é desse argumento que tenho saudades, dessa frontalidade desarmante, sem a boçalidade do bimbo que se arroga frontal, diz o que lhe apetece e assim justifica a bestialidade. não, é antes uma franqueza não ofensiva, não maldosa, não julgadora, de quem está ali para ouvir o seu próprio sacramento e perdoar-se perante nós. é inexplicável, mas eu admirava esse dom.

há cerca de dois anos decidiu afastar-se de mim definitivamente, num dos picos da nossa relação feita de reatamentos e tempos de luto. vínhamos num crescendo de auto-suficiência (a dois), o que para os homens não é como com as mulheres, necessitar apenas de um amigo para relatar todos os problemas do dia-a-dia. não é normal, é claustrofóbico. talvez eu próprio me tivesse tornado numa âncora emocional para ele, e ele tivesse procedido como normalmente, seguindo para a próxima. a quebra foi rápida, o quotidiano ajudou e deixou finalmente de me atender quando lhe disse que ia ser pai de uma menina, a Madalena, como a mãe.